quarta-feira, novembro 16

O ciclo falho do futebol brasileiro



Como acontecem todos os anos, o encerramento do Campeonato Brasileiro sempre gera muitas polêmicas, fundamentadas basicamente em duas palavras: Ética (ou a falta dela) e Rivalidade.

Os times apontados para serem campeões esbarram nessa temática, por abdicarem do valor principal do esporte. Valor esse é que buscar, dentro da ética do grupo, alcançar a vitória valendo-se apenas do MERECIMENTO vindo através da dedicação e das superações dentro da competição.

Mas há muito o esporte “agregou” outros valores de importância para que clubes ganhem o tão almejado título. E como em todo o mundo, mais escancaradamente no Brasil, somaram-se valores sujos. Os meios que são usados pra justificar os fins já não importam mais.

Falando mais sobre esse período, digo que é impossível ser imparcial, e como esse é meu primeiro post acho importante deixar isso claro pra vocês. Tenho meu time de coração e defenderei, mas nunca fanaticamente, em breve vcs perceberão isso.

Não vamos muito longe, a retrospectiva vai ser curtinha só pra explanar bem o assunto. Em 2005, foi talvez o maior escândalo, quando “descobriram” a “máfia do apito” com o filho da mãe do Edilson Pereira, que com coincidentemente ou NÃO, as anulações das partidas apitadas por ele, beneficiou o Corinthians, que se não me engano vinha perdendo todos os clássicos, e acabou levando o título por BENEFICIAMENTO.

A final de 2008 entre São Paulo e Goiás teve o escândalo (tudo no Brasil tem nome de escândalo, mas essa palavra me incomoda pq aqui parece ser sinônimo de frivolidade, enfim) do suborno do árbitro, cujo nome é Wagner Tardelli, mas conhecido como outro filho da mãe o qual tentaram subornar com o ingresso do show da Madona em troca do “roubo do título”, os bambis levaram a taça em nome da falta de ESCLARECIMENTO.

Ano passado foi talvez o que mais a pergunta que sempre gera a polemica foi usada: “Entrega ou não entrega”? Quem viveu viu a gambazada “abrindo as pernas” pro campeão brasileiro de 2009, atualmente quase rebaixado.

Faltando apenas quatro rodadas para final do BR10 a pergunta mais feita é: E o Palmeiras vai entregar pro fluminense, para que seu maior rival não seja beneficiado com o fracasso dos cariocas?

Ano passado fomos “nos” palmeirenses, e todos os brasileiros que tinham seu time fora do G4 que se perguntava se era válido ou não o Corinthians ter entregado o jogo para o flamengo. Pergunta-se o mesmo esse ano, a diferença é: Agir fora da ética ‘esportiva’ desta vez não beneficiará a dita segunda maior torcida do Brasil, a imprensa gambá...

O questionamento, infelizmente, não é se isso é certo ou errado e se temos que “jogar as cartas” e decidir quando essa sujeira deva acabar. O questionamento não é pra favorecer o futebol nacional, não é para se trabalhar a decência da arbitragem e das equipes. Apenas é por interesse INDIVIDUAL.

Esse ano é uma equipe, 2011 será o mesmo filme, apenas com o personagem diferente. Não se cria perspectivas pra termos um futebol mais limpo. Enquanto isso, não julgo o Flamengo, nem o São Paulo, nem o Palmeiras nem o Asa de Arapiraca. 


Se não se ganha título aqui por merecimento, cabe cada um “dá seus pulos” e claro e evidente, NUNCA absolutamente NUNCA, a favor de seu rival.

sábado, novembro 5

E chega o momento de Repensar


Mexendo nos arquivos do blog do Ricardo Setti vi algumas campanhas publicitárias de outros países feitas para combater o crescente aumento de mortes por acidentes de trânsito nesses locais.

Coincidentemente no dia seguinte saiu essa notícia http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/998748-transito-mata-mais-de-40-mil-e-bate-recorde.shtml essa triste estatística do nosso país... E pronto! Fez-se essa inquietação. Estou a dias pensando, querendo trocar com outras pessoas minha opinião, querendo ouvi-las, pra ver se pelo menos minha angustia diminui.

Fiz uma experiência no meu facebook, postei o vídeo de uma das campanhas e fiz um microtexto um tanto quanto chato, isso foi numa sexta-feira à noite, dia mais típico para as pessoas misturarem álcool com direção, impossível. Eis que tive uma resposta até então inesperada: ninguém curtiu, e uma pessoa compartilhou num universo de quase mil.

Pronto, fez-se mais inquietação...

Conclui que a verdade é que ninguém gosta de um dedo na ferida, nem que este seja para curá-la. Ninguém quer uma pessoa dizendo e apontando o quanto você é ou está sendo irresponsável por beber e dirigir. Ninguém quer ver a carnificina da sua própria atitude...

Coincidentemente, no dia seguinte, tive uma aula sobre telenovelas, e não pude deixar de dar minha opinião, muito mais esperançosa que útil, mas fui repreendida brevemente pela professora. Disse apenas, que dentro daquela discussão de novela ser o retrato da vida, um desses retratos é mostrado bem longe da realidade.

Pergunto-me por que ainda as telenovelas tratam o acidente no trânsito como algo advindo de uma discussão de família, de um trauma, mas nunca como uma atitude sem nenhum condicionante anterior. Por que não mostrar nos retratos de nossas vidas cotidianamente nos entretendo, o fato como ele é? Claro que a resposta eu já imaginava e minha professora fez questão de reiterá-la: não é de interesse do público, a novela, apesar de ser retrato da vida, continua sendo entretenimento, e entretenimento busca apenas agradar o publico.

Mas fui mais longe, e quis saber se... Se chegará o dia que as pessoas não se incomodarão com uma cena de uma pobre menina rica que causou um acidente, mas ficou apenas tetraplégica e ainda constituiu uma família e teve um final feliz... Pergunto-me se as pessoas não vão um dia se questionar: ei, mas, espera ai, não é assim que acontece, meu filho, irmão, marido, mãe sofreram um acidente e morreram, e mataram e duas famílias foram destruídas...

Não me sinto radical em dizer isso, muito menos ‘revolts’. Só acho, pra concluir, que, sabe quando você teve que endurecer com seu filho desobediente para andar na linha? Pois é assim que eu acho que esse assunto deve ser tratado.

Não adianta pensarmos na solução pra isso partindo de baixo pra cima, achando que o sistema vai melhorar, pode até acontecer, mas não com a urgência que precisamos. Temos que usar a mídia, os canais de áudio-visual, para chocar, chocar e chocar. Causar sentimentos que beirem sempre o arrependimento, a lembrança, e principalmente o tormento, pra que as pessoas sintam um constrangimento necessário antes de praticar tal ato.