Com toda certeza, poucas figuras foram tão comemorada no futebol piauiense quanto a do Evair, que foi contrato pelo River-PI para comandar o elenco esse ano.
O que muitos piauienses não esperavam era que o cara, ídolo de uma das maiores torcidas do país e ainda influente, de certa forma, no futebol, fosse abrir o bocão e escancarar os problemas que ele encontrou na terra da Num Se Pode.
Ele voltou a ser pauta na grande mídia depois de fazer um gesto obsceno direcionado a um árbitro em um jogo realizado na cidade de Parnaíba, no Piauí. A ação repercutiu em canais como Band, ESPN e Sportv. Na web, o caso foi tratado nos principais sites de esportes, como UOL e Globoesporte.com.
(Evair #CHATIADO. Foto: Náyra Macêdo)
Em nenhum deles, segundo o Evair, obteve um espaço para se explicar pela atitude e ele então resolver fazer isso onde todos os mortais desabafam mesmo: no Facebook. Veja o post aqui.
Acontece que, o futebol piauiense passou a querer contar com pessoas de 'expressão' para não se intitular de várzea #eternamente. Aí, começaram a tentar atrair o público de volta aos estádios a partir da contratação do que eles chamam de "medalhões".
Evair, como uma dessas ilustres presenças, foi demitido após o tal jogo e resolveu falar sobre a realidade com a qual se deparou aqui - não errando, inclusive em nada do que ele disse. Resultado? Chuva de bairrismo. Crise de autoestima e muito mimimi.
E ver esse chororô me incomodou. Amg, se você não quer que o amadorismo do nosso futebol não seja noticia além das porteiras da nossa província, não convide pessoas que tem o poder de fala para trabalhar aqui.
Se escolheram isso, aprendam a lidar com isso. Até quando o futebol no Piauí vai ficar balançando na linha entre querer deixar de ser várzea e só funcionar na base do amadorismo (claro que tem quem esteja trabalhando pra mudar, mas nem os clubes entenderam essa necessidade)?
Tô por conhecer alguém no mundo do futebol que seja um galant na hora de se expressar. Ou seja, falando da maneira que quis, Evair apontou falhas, que todos (os piauienses conhecem) e ninguém resolve.
No mundo existem dois tipos de gente: as que escutam críticas para crescer e as que as absorvem para reclamar, e continuar no mesmo lugar.
Falar sobre um problema que está na cara de todo mundo não significa que você está criando esse problema. Ele está lá e sempre esteve. Só que na hora em que alguém de fora passa a tomar conhecimento, aí nêgo vai reinvindicar 'pertencimento' do problema? Do tipo: 'É nosso e ninguém tem que falar'.
##Oi?
Se a cabecinha dos que tem o poder de mudar alguma coisa continuar assim, não tem como acreditar em uma mudança. E dessa forma, o futebol piauiense vai deixar de ser amador num tempo chamado fofamente de: nunquinha.
Extraindo Inquietações
Sabe aquela ''aguniazinha'' que temos quando algo incomoda, chama atenção? Pois é, talvez ela esteja por aqui.
quinta-feira, abril 3
domingo, março 16
Futebol, incoerência. Prazer!
Como não queimar
a língua quando o assunto é futebol??
Todo dia é uma
polêmica nova. E assim, todo dia existe uma avalanche de opiniões sobre tudo e
qualquer coisa.
E no futebol é
qualquer coisa mesmo. Desde o gol 'mal' impedido ao penteado novo de algum
perna-de-pau dos salões de beleza.
Outro dia, onde
você catava um oxigênio para manter sua existência, tinha alguém falando sobre
a polêmica entre o Fluminense e Portuguesa.
Na época, uns
defenderam o correto, que era imoral. Outros, o contrário.
Só não vi
ninguém discutindo os limites desse "correto" ou desse
"imoral/moral".
Tanto que hoje
(16), foi comum ver comentaristas dizendo "Não ser errado o que o São Paulo
fez"... (Sob a hipótese de ter *aberto as pernas* para o Corinthians ser
desclassificado do Estadual).
Errado não é!
Nem inconstitucional, ou‘os cambal’ #sóprarimar. Mas... Bonito não é! Nem tão
moral assim.
E você que ficou
com a Portuguesa e hoje defendeu o São Paulo, sentiu a língua queimar hoje??
sexta-feira, dezembro 20
O Jornalismo e a minha motinha
Pilotar uma moto não é difícil. Assim como fazer jornalismo também não é. A dificuldade existe no contexto em que as duas ações são realizadas.
Ao me deslocar de casa para o trabalho preciso de conhecimentos simples sobre minha 'cinquentinha'. Onde ligar, frear, acelerar ou sinalizar.
Na redação também necessito de conhecimentos básicos para 'executar' o jornalismo: não me acomodar. Apurar. Escutar. Digitar. Publicar.
Mas, para exercer ambas as atividades: pilotar minha motinha e fazer jornalismo, necessito de esforços sobre-humanos. Infelizmente!
Explico.
No trânsito, as cenas mais comuns: congestionamentos, fileiras carros e as motos se entrelaçando entre eles, pois, segundo a lógica mais escutada pelos ouvidos errados: "Moto a gente tem pra isso mesmo - pra não precisar ficar parado''.
Pois eu fico. Fico e sou obrigada a me constranger por ficar. Escuto horrores. Sou motivo de piadas. A sensação é a de que incomodo bem mais aguardando no congestionamento na minha missão de não querer ser ' A espertinha' do que fazendo barbeiragem.
Meu esforço sobre-humano nas redações da vida acontece pelo mesmo motivo. Acho errado lesar o colega ao ser preguiçosa e obrigá-lo ao fazer meu trabalho. #BUUUT Um determinado colega acha que isso é boboquice minha.
Assim como é 'coisa' minha não inventar 'falas' em minhas matérias ou não publicar o que não é meu sem prévia autorização... Isso, para alguns, é ‘idealismo’, pois ‘todo mundo faz’.
Escutar isso também me constrange.
Assim como no trânsito fazer o certo é motivo de chacota, em muitos momentos, no jornalismo também é.
Evitar os atropelos 'literais' na vida também cansa bastante. Inevitavelmente, todos os dias, alguém tenta de forma inexplicável pôr fim à minha vida por motivo de: eu ser uma motociclista.
Eu sei. Também acho difícil de entender essa lógica. Mas faço minha parte. Saio de casa todos os dias sabendo que, se eu não evitar que me atropelem, não poderei contar mais nada no meu blog .#ow
No jornalismo tento, também com o mesmo cansaço, me esquivar dos julgamentos. Escutar até na sala de aula que, por mais que você tente, você será corrompido pelas mazelas do capitalismo e a bruxa do 71, também não deixa de ser um atropelo que eu também tenha que tentar me esquivar.
Na junção das duas coisas, certa vez, numa reportagem, um personagem disse ''As pessoas precisam, de uma vez por todas, entender que as regras de trânsito não são uma via de punição e sim de proteção à vida".
O mesmo, acho eu, que vale para o jornalismo. Não se render as 'punições' dos julgamentos e perseverar em sua conduta ética também não deixa de ser uma preservação, desta vez, do bom jornalismo ou do jornalismo ‘ideal’.
Geralmente penso em tudo isso escrito ai em cima paradinha num desses congestionamentos da vida. Outro dia, depois de um fulano jogar um carro em mim em um retorno, outro não esperar eu completar uma rotatória, e mais lá na frente mais um praticamente montar em minha garupa, pensei: Desisto!
“Estar” motociclista é ruim, arriscado e não é tão fácil o quanto parece pois tentam te obrigar de todas as formas – mesmo – a fazer o errado.
Mas desistir significa largar minha cinquentinha de lado e voltar a usar o bom e velho busão. Não deixaria, assim, de fazer uso do trânsito. Apenas deixaria de encará-lo de frente.
Em outros congestionamentos fico me questionando se também não existe opção de largar o que é ruim no jornalismo de lado, sem ter que deixar de fazer 'uso' dele. Isso porque, mesmo sendo também muito desgastante, ele é, independente de qualquer coisa, infinitamente gratificante.
"A natureza do jornalismo está no medo. O medo do desconhecido, que leva o homem a querer exatamente o contrário, ou seja, conhecer." (Felipe Pena)
Ao me deslocar de casa para o trabalho preciso de conhecimentos simples sobre minha 'cinquentinha'. Onde ligar, frear, acelerar ou sinalizar.
Na redação também necessito de conhecimentos básicos para 'executar' o jornalismo: não me acomodar. Apurar. Escutar. Digitar. Publicar.
Mas, para exercer ambas as atividades: pilotar minha motinha e fazer jornalismo, necessito de esforços sobre-humanos. Infelizmente!
Explico.
No trânsito, as cenas mais comuns: congestionamentos, fileiras carros e as motos se entrelaçando entre eles, pois, segundo a lógica mais escutada pelos ouvidos errados: "Moto a gente tem pra isso mesmo - pra não precisar ficar parado''.
Pois eu fico. Fico e sou obrigada a me constranger por ficar. Escuto horrores. Sou motivo de piadas. A sensação é a de que incomodo bem mais aguardando no congestionamento na minha missão de não querer ser ' A espertinha' do que fazendo barbeiragem.
Meu esforço sobre-humano nas redações da vida acontece pelo mesmo motivo. Acho errado lesar o colega ao ser preguiçosa e obrigá-lo ao fazer meu trabalho. #BUUUT Um determinado colega acha que isso é boboquice minha.
Assim como é 'coisa' minha não inventar 'falas' em minhas matérias ou não publicar o que não é meu sem prévia autorização... Isso, para alguns, é ‘idealismo’, pois ‘todo mundo faz’.
Escutar isso também me constrange.
Assim como no trânsito fazer o certo é motivo de chacota, em muitos momentos, no jornalismo também é.
Evitar os atropelos 'literais' na vida também cansa bastante. Inevitavelmente, todos os dias, alguém tenta de forma inexplicável pôr fim à minha vida por motivo de: eu ser uma motociclista.
Eu sei. Também acho difícil de entender essa lógica. Mas faço minha parte. Saio de casa todos os dias sabendo que, se eu não evitar que me atropelem, não poderei contar mais nada no meu blog .#ow
No jornalismo tento, também com o mesmo cansaço, me esquivar dos julgamentos. Escutar até na sala de aula que, por mais que você tente, você será corrompido pelas mazelas do capitalismo e a bruxa do 71, também não deixa de ser um atropelo que eu também tenha que tentar me esquivar.
Na junção das duas coisas, certa vez, numa reportagem, um personagem disse ''As pessoas precisam, de uma vez por todas, entender que as regras de trânsito não são uma via de punição e sim de proteção à vida".
O mesmo, acho eu, que vale para o jornalismo. Não se render as 'punições' dos julgamentos e perseverar em sua conduta ética também não deixa de ser uma preservação, desta vez, do bom jornalismo ou do jornalismo ‘ideal’.
Geralmente penso em tudo isso escrito ai em cima paradinha num desses congestionamentos da vida. Outro dia, depois de um fulano jogar um carro em mim em um retorno, outro não esperar eu completar uma rotatória, e mais lá na frente mais um praticamente montar em minha garupa, pensei: Desisto!
“Estar” motociclista é ruim, arriscado e não é tão fácil o quanto parece pois tentam te obrigar de todas as formas – mesmo – a fazer o errado.
Mas desistir significa largar minha cinquentinha de lado e voltar a usar o bom e velho busão. Não deixaria, assim, de fazer uso do trânsito. Apenas deixaria de encará-lo de frente.
Em outros congestionamentos fico me questionando se também não existe opção de largar o que é ruim no jornalismo de lado, sem ter que deixar de fazer 'uso' dele. Isso porque, mesmo sendo também muito desgastante, ele é, independente de qualquer coisa, infinitamente gratificante.
"A natureza do jornalismo está no medo. O medo do desconhecido, que leva o homem a querer exatamente o contrário, ou seja, conhecer." (Felipe Pena)
quarta-feira, fevereiro 6
O Verde nos olhos que não é gentil
Há
muito tempo conhecido no futebol do mundo inteiro, infelizmente o hábito de
utilizar laser já chegou aos estádios piauienses. No jogo entre River e Barras,
realizado na última segunda-feira, em Teresina, membros da torcida organizada
do time da capital utilizaram o laser verde durante todo o jogo, contra o novo
treinador, o goleiro, a imprensa...
(Na foto, o torcedor direciona insistentemente o laser para os meus olhos. Foto: Náyra Macêdo)
Bem diferente do laser vermelho, um dos primeiros usados nos campos de futebol, o laser verde é 100 VEZES mais forte do que os demais. Dentre os perigos que uma pessoa exposta a ele pode correr é sofrer danos irreversíveis na retina com menos de um minuto de exposição.
Pesquisando depoimentos de fontes oficiais sobre os riscos desse artefato para dá a entender para vocês a dimensão desse perigo, “pesquei” esses:
Segundo o ex-presidente do Conselho Nacional de Oftalmologia, em entrevista ao Diário de São Paulo, “Dentro do olho há uma região da retina chamada mácula, responsável pelo foco em detalhe. Quando uma luz muito intensa chega nessa região, causa um ofuscamento muito grande e deixa uma pós-imagem. A pessoa não enxerga mais nada.”
Outro detalhe foi dado no Fantástico no final do ano passado por um especialista em retina, “O laser atinge a retina, provoca queimadura e lesão permanentes das células, que não se regeneram, levando à perda parcial ou mesmo total da visão. Os sintomas são imediatos. Os principais deles são: ofuscamento, a pessoa começa a enxergar manchas ou reflexos e tem dificuldade para adaptar a visão em ambientes escuros.”
Brevemente explicado os (graves) riscos, o que não se pode é, em meio à euforia de se comemorar e acreditar e em um futebol que “ressurge”, deixar o circo ofuscar que o futebol traz consigo péssimos exemplos , que inevitavelmente (ou não) vão chegar aqui.
Como o torcedor que utilizou o laser, identificado apenas nos minutos finais do jogo, era, segundo a polícia, uma “criança”, esta acabou não sendo retirada do estádio, tampouco o laser de sua posse.
Nesse caso, nada mais urgente, correto e necessário, que o CLUBE seja punido, assim como aconteceu com o Palmeiras, que foi multado em R$ 3 mil pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva por causa do mau uso do laser por um torcedor da sua torcida organizada.
E não, atitudes como essa não é exagero quando se fala do Piauí, até por que o laser verde já chegou a tal província, e diga-se, já tem um tempo.
Existe outra possibilidade: penalizar o RESPONSÁVEL pela criança. Isso já aconteceu no Brasil, na cidade de Belo Horizonte, e é uma das maneiras de não deixar ocorrer novamente o que aconteceu no jogo: nada.
Já chega de tanta impunidade. Eu poderia ter perdido a visão do meu olho esquerdo, e ainda posso perder, e você também.
sábado, setembro 22
E o Bariri ainda pulsa...
O Pelé que você vai conhecer
agora foi bom de bola, mas nunca jogou profissionalmente. Amava estar em campo,
mas gerindo o espetáculo, que era o que sabia fazer de melhor. “Pelé do Bariri”
era casado há 23 anos, não tinha filhos, era peladeiro, amigo, íntegro, e
calado, mesmo só falado de futebol. Passou os últimos 34 anos da sua vida
dedicando-se completamente ao funcionamento do Centro Esportivo do Bariri,
cuidando da organização dos campeonatos, onde desde que assumiu, sempre realizou
uma média de quatro competições por ano.
O nome já não desassociava mais.
O “Pelé do Bariri” era quem “pulsava” aquele campo, palco de grandes histórias
e de atuação de grandes jogadores do futebol piauiense, e que teve por período
áureo as décadas de 70, 80 até 2008. Depois disso começou a decadência, e o
Bariri passou por um abalo nos últimos anos. Poucos sabem o porquê, mas a
tristeza de Pelé ao ter perdido sua mãe há dois anos foi sentida no campo e
refletida em campeonatos mais “vazios”. Parecia até que o maior celeiro dos
grandes craques do futebol piauiense estava fadado ao esquecimento.
Recortes
antigos colecionados com carinho pelo coordenador Pelé. Imagem: Náyra Macêdo.
Mas não. Este ano o Pelé já
mostrava sua recuperação emocional, e junto a do Bariri. O campo foi cedido para o Auto Esporte
treinar, e a equipe que estava há 18 anos na obscuridade renasceu direto para a
final do Campeonato Piauiense Sub-18 2012, e conta com garotos que ainda
prometem muito.
Trazer o Bariri “de volta” este
ano parecia uma questão de vida ou morte para o coordenador. Pelé estava obstinado
a realizar o seu maior sonho, que era o de “gramar” o campo. Conseguiu em vida
até ver o projeto ser aprovado. Parou o funcionamento do Bariri, como se para
uma pulsação aguardando pela tal obra.
A pausa foi em julho, mas como
nada aconteceu de lá pra cá, o coordenador não se conteve e deu “vida”
novamente ao campo. O campeonato estava rolando, era meio de semana, período de
definição de tabela e de últimos ajustes do campo para receber a comunidade e
todos os simpatizantes do futebol amador para mais uma rodada no sábado à
tarde... Mas o Bariri teve de parar novamente. Na manhã da quarta-feira (05),
Pelé foi vítima de um enfarte fulminante.
O pensamento de todos era que a
vida de Pelé era o Bariri, e vice-versa. E então, o que fazer? Parar? Não! O
Bariri, com seus mais 5.400 m², com suas recentes
conquistas de iluminação e alambrado e terreno somou à sua história intocável o
legado de Pelé, que foi sua dedicação. A de viver para algo como ele
viveu. Promover uma competição como se fosse a primeira, e a última.
Luiz Alberto da Rocha faleceu aos
56 anos. O Pelé, assim conhecido por todos, cujo apelido “conquistou” ainda na
adolescência, quando nas peladas na comunidade os amigos perceberam e
associaram seu jeito de cabecear a bola, sua melhor qualidade em campo, à do
eterno Rei Pelé, agora acompanha lá de cima a continuação de seu legado.
.
O
palco dos craques
Campo do Bariri, Areião, Campinho
do Pelé, Centro Esportivo do Bariri, Campo Rui Lima. Assim é conhecido um dos campos
mais importantes de Teresina. Lá foram revelados muitos craques, e é onde muito
outros ainda estão sendo moldados. Como um
local predestinado, ou mesmo “abençoado” para os bons de bola e peladeiros, o
Bariri “é como as ondas do mar, não para nunca”, assim definido em um dos
recortes de jornal colecionado por seu ex-coordenador.
Ter sido palco de grandes
decisões enche de orgulho a comunidade que, religiosamente comparece para
acompanhar os campeonatos, que tem a tradição de homenagear em seus troféus
craques, jornalistas, apoiadores e personalidades.
Das lembranças mais vivas de quem
acompanha a história do Bariri sob a gestão de Pelé estão as clássicas decisões
entre Cerrajão e Bariri, sempre com recorde de público. Outro fato marcante para
todos foi a decisão entre São José e CSA, a qual o dirigente do São José
conhecido como Cesinha faltou à final e foi suspenso por Pelé onde ficou por dois
anos sem disputar jogos no local.
Dentre os craques contemporâneos
dessa gestão do coordenador Pelé, estão: Batistinha (River, Flamengo e Sport),
Índio (River), Jorginho (Flamengo) e Boiadeiro (Piauí).
E na lista do grandes jogadores
que por lá passaram estão nomes como o de Sima (Piauí, Sport, River,
Tiradentes, Bahia), que é anterior ao Pelé, mas que não pode deixar de ser
lembrando quando o assunto é Bariri, o craque revelado lá é o único jogador
brasileiro que conseguiu a façanha de ser o maior artilheiro da história de
três clubes.
Dentre outros que também não
podem deixar de serem citados estão o Bira (Piauí, River), Nonato Leite
(Corinthians), e o homenageado que dá nome ao o campo, Rui Lima, craque que
passou pelo Piauí, Marília, e Juventus de São Paulo.
Para
ficar de vez na história
O feito de Pelé foi grande, e homenagear
sua história de vida é a pretensão de alguns daqui pra frente. A primeira delas
será a tentativa de mudança do nome do Campo Rui Lima- Bariri para Centro
Esportivo Luís Alberto da Rocha- Pelé, ainda este ano.
Seu
“Biba”, amigo de Pelé mostrando com orgulho a história do Bariri logo ao fundo.
Imagem: Náyra Macêdo.
Quem está provisoriamente a cargo
de continuar o trabalho de Pelé é o seu amigo “Biba”, companheiro de pelada e de
trabalho desde a década de 60. Biba, que dedica o mesmo amor ao campo está à
frente da elaboração de um projeto de reforma do Bariri, que vai contar com a
construção de dois vestiários, grama e alambrando, e que tem um orçamento
previsto entre 200 a 300 mil reais.
E justificando as palavras de Bia,
“O amor pelo Bariri não acaba. Ele não pode parar”, as atividades no Campinho
do Pelé retornam nesse sábado (22), com a continuação do Campeonato Quarentões
do Bariri 2012.
sexta-feira, setembro 21
O que faz o badminton piauiense prosperar tanto ?
Esse texto é a primeira e até então a única matéria “especial”
que já escrevi. #OWWaindaCABAÇArelevemEraem2011Escreviaerradoprapo** O contexto era a semana da entrega dos prêmios do COB aos
melhores do esporte em 2011, e o Piauí estava novamente no meio. Resolvi
aprofundar mais no que, até então, se falava pouco e superficialmente. Tipo “O
Badminton virou febre no Piauí. Ah, que bacana!”, e nada mais.
Esse texto não tem nem um ano, e de lá pra cá muita
coisa mudou. O coordenador desse projeto premiado, hoje é o Presidente da CBBd.
Daquela lista de atletas ‘promessas’ já estão os melhores do país nas suas
categorias. Os “melhores profissionais” da Febapi estão comandando as seleções
que representam o país.
Não é pouco!
O esporte que mais cresce e promete no Piauí é esse. Postei o especial porque acho massa que conheçam mais a fundo sobre esse projeto que ainda vai levar o Piauí a patamares de pódio *olímpico*. #EUACREDITO
Não é pouco!
O esporte que mais cresce e promete no Piauí é esse. Postei o especial porque acho massa que conheçam mais a fundo sobre esse projeto que ainda vai levar o Piauí a patamares de pódio *olímpico*. #EUACREDITO
(Náyra Macêdo para o portal Meionorte.com) 15-12-2011 10:10
Badminton do Piauí eleito como melhor projeto de responsabilidade social do Brasil
Um esporte pouco conhecido que
disputou e superou mais de 50 modalidades esportivas
O
Badminton chegou ao Piauí há um pouco mais de seis anos, a partir de uma ideia
visionária de um ex-atleta que carrega consigo a frustração de não ter sido um
competidor olímpico. Em 2005, Francisco Ferraz saiu do Paraná com o objetivo de
implantar o esporte no estado, e trouxe na bagagem uma série de preconceitos e
descrenças que teve de enfrentar.
No primeiro momento, a intenção era massificar o esporte
para torná-lo conhecido contando apenas com o apoio do governo do estado. Em
poucos anos, foi possível perceber a força desse grande projeto com engajamento
social, que logo mostrou a que veio. Hoje, o projeto atende a 18 núcleos que
estão implantados em toda grande Teresina, encontrados nas fundações Nossa
Senhora da Paz e Valter Alencar, nas escolas Joca Vieira, Eurípedes de Aguiar,
IFPI, Escolão do Mocambinho e nos bairros Parque Piauí, Santo Afonso, Esplanada
e no Monte Castelo. Contemplam também as cidades do interior, como Luzilândia,
Madeira, Piracuruca, e em 2012 se estenderá ao município de Parnaíba, onde
atuará junto com o projeto SESI- Atleta do Futuro, que será ramificado para
outras localidades do estado.
Ascensão do esporte
No ano de 2010, a Federação de Badminton Piauiense
realizou o primeiro Campeonato Sul-Americano de Badminton em Teresina, onde foi
possível que a população tomasse contato com esse novo esporte, que teve
transmissão ao vivo durante toda a competição.
Nos
últimos anos alguns atletas como a Thainara Silva, Vinicius Evangelistas,
Andreza Miranda e Ismael Silva, foram responsáveis pela inserção do esporte no
cenário nacional e até internacional.
O brilho de uma película
O coordenador do projeto, Francisco Ferraz compara o
Badminton a uma película, onde no começo tudo é muito simples, reduzido.
Considera que hoje o esporte é um "curta-metragem", que tem impacto, e que exigiu
para ser o que é: mais maturidade, formação, os melhores atores e os melhores
profissionais. Algo que ele acreditava desde o começo que aconteceria.
O reconhecimento do COB
As
finais dos Jogos Escolares 2011, que aconteceram em outubro deste ano foram
responsáveis pela homenagem honrosa que o esporte receberá dia 19 de dezembro,
no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A participação de piauienses em todos
os pódios da competição atraiu o interesse do Comitê para saber de onde eles
eram, e onde treinavam.
E assim, sigilosamente, o comitê esteve no final do ano analisando o projeto, visitando os núcleos, até concluir ontem, que a merecida homenagem do Comitê Olímpico Internacional viria para o projeto de responsabilidade social do badminton piauiense.
O Piauí toma conta do cenário
Honrosamente, o Piauí ocupa pela segunda vez o cenário
das premiações do COB. Em 2009, a eleição do Melhor Atleta do Ano contou a
participação da Sarah Menezes, do judô, que trouxe o troféu para o estado. E em
2011 o Piauí destaca-se novamente, agora com melhor projeto de responsabilidade
social, disputado com outro como Rexona Ades, Vale, entre outros.
E isso é uma prova de que o estado é uma terra fértil e
que só tende a crescer quando o assunto é esporte. Para Ferraz, o Badminton
conseguiu crescer 12 anos em seis, e que esta homenagem é uma consagração de um
trabalho que acreditou desde o início.
A receita que deu certo
E chega o momento de todos se perguntarem porque, em tão
pouco tempo, o badminton, com apenas seis anos no estado, conseguiu chegar ao
patamar que outras federações passaram mais de 20 anos para alcançar, como a de
judô que revelou há pouco tempo a primeira atleta olímpica do estado.
A
receita do coordenador do projeto foi tentar fazer com que o atleta chegasse aonde
ele não chegou, e isso de maneira que atendesse às necessidades de todos os
envolvidos e não apenas os interesses pessoais. Para ele, o Piauí tem gente de
conteúdo para ser campeão mundial, e que o esporte piauiense poderia está a dez
anos do que é hoje.
Uma base que vale ouro
Os nomes que se destacaram nos últimos anos saíram do
projeto que é focado na base. Atletas como o Lucas Alves, que está desde o
começo, hoje tem pretensões olímpicas. O projeto é voltado para atletas
de até 12 anos de idade, e o coordenador explica a importância de se investir
nele.
“As crianças nessa faixa aprendem a amar, a gostar do esporte novo, e isso possibilita que elas não venham a desistir lá na frente.Dois a cada dez atletas permanecem no esporte depois de certo tempo, e a intenção é que pelo menos nove, dos 18 que estão treinando atualmente, fiquem até a categoria Sub-19 de alto rendimento".
“As crianças nessa faixa aprendem a amar, a gostar do esporte novo, e isso possibilita que elas não venham a desistir lá na frente.Dois a cada dez atletas permanecem no esporte depois de certo tempo, e a intenção é que pelo menos nove, dos 18 que estão treinando atualmente, fiquem até a categoria Sub-19 de alto rendimento".
Ferraz
antecipa alguns nomes e destaca as características de cada um, considerando que
em um futuro breve poucos atletas no Brasil os baterão:
Fabrício Farias, 11 anos- Tem paixão pelo esporte, é perseverante, e tem dificuldade em perder;
Sâmia Lima, 11 anos- Muito dedicada;
Juliana Viana, 7anos- Talento inato, já nasceu para o esporte, é empenhada e não suporta perder;
Sânia Lima, 9 anos- Tem muito talento.
Fabrício Farias, 11 anos- Tem paixão pelo esporte, é perseverante, e tem dificuldade em perder;
Sâmia Lima, 11 anos- Muito dedicada;
Juliana Viana, 7anos- Talento inato, já nasceu para o esporte, é empenhada e não suporta perder;
Sânia Lima, 9 anos- Tem muito talento.
A procura da mão certa
O esporte é o principal foco de investimentos no mundo, e
no Brasil, as próximas competições internacionais atenuou o processo. Não
falta exemplo de que no Piauí o esporte também dá certo. O que falta, dentre
outras coisas, é uma secretária com maior desenvolvimento esportivo.
No Piauí não era pra existir somente um Lauro Filho, uma Sarah, um Lucas Alves, um Rômulo. Era pra ter muito mais atletas no cenário nacional.
No Piauí não era pra existir somente um Lauro Filho, uma Sarah, um Lucas Alves, um Rômulo. Era pra ter muito mais atletas no cenário nacional.
A
falta de gestão, dificuldades de gerenciamentos, falta de fontes de
investimentos, pouca formulação de projetos, a frágil confiabilidade no
esporte, o pouco incentivo das escolas particulares e do poder público, são um
dos muitos fatores que geram a errônea descrença total no esporte piauiense.
sábado, julho 28
O que o piauiense tem?
Essa
inquietação já existe há muuuuito tempo, mas hoje é um dia ímpar para o esporte
piauiense, e eu não posso deixar de dizer, em tom de revolta que: O Piauí tem
esporte SIM!
Nesse
sábado teremos QUATRO atletas disputando espaço entre os melhores do mundo. Se
é só no judô e no Badminton, nem me importa seu argumento besta. Isso é um fato
importantíssimo para todos nós.
Hoje,
Sania Valeria Lima, de apenas 11 anos vai enfrentar os Estados Unidos. Sua
irmã, de 13 anos também vai enfrentar os Estados Unidos. Fabrício Farias,
também de 13 anos também enfrentará os
Estados Unidos. Observem a idade deles. A promessa...
Nas
Olimpíadas, já já a "Nossa" Sarah Menezes enfrentará a Romênia pra
ser definitivamente a melhor do mundo. E amanhã, o picoense Rômulo Borges enfrentará
o Belarus, na maior competição esportiva do mundo.
É
pouco?
...
Se vc pensou no complemento ''ou quer mais?'' é simples! É só enxergar que o
Piauí é uma mina de novos talentos no esporte, e um celeiro de bons atletas que
precisam de apoio, onde basta
enxergá-los para estes começarem a subir os degraus das suas carreiras.
No
Piauí não tem esporte? Semana passada sediamos do Campeonato Mundial de Karatê.
Em Setembro vamos sediar a Taça Brasil de Futsal Sub-17. Nesse mesmo mês, o
Piauí enviará representante na modalidade para o Mato Grosso do Sul e Sergipe.
Enfim...
Sabe
o que o piauiense tem?
Se
for empresário: tem a burrice de não investir;
Se
for gestor público: tem a incapacidade de não formular projetos e noção de
gestão;
Se
for atleta: tem o espírito de vencedor de ter de enfrentar essa ''falsa''
descrença no nosso esporte, causada por estes que não o incentiva, e gera na
sociedade a desconfiança de que aqui o esporte não funciona, quando na verdade,
o que não funciona vocês já entenderam.
Vamos
torcer pelos nossos, que hoje é dia!!
#goSarah
#goFrabricio #goSania #goSamia
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