sábado, dezembro 31

Uma homenagem com o brilho ofuscado



Poucos piauiense puderam comemorar a homenagem honrosa do Comitê Olímpico Internacional ao melhor projeto de responsabilidade social do Brasil no ano de 2011.


-Que prêmio!


É de se imaginar que qualquer um dos outros estados comemorariam com louvor essa conquista (todos os estados do país tiveram um projeto representando-os), mas foi justamente para o estado mais descrente em seu esporte que foi prêmio foi dado, e a descrença abraçada também e principalmente pela mídia, ofuscou o que seria (e é) o principal prêmio que o esporte piauiense recebeu nos últimos tempos!

Quem o ganhou não foi um Rômulo, Uma Sarah, foram mais de 500 crianças atendidads pelos núcleos que esse projeto abraça e que levararão o nome do estado à patamares altíssimos na modalidade Badminton, nos próximos anos.

http://www.meionorte.com/noticias/esporte/comite-olimpico-homenageia-o-badminton-do-piaui-como-o-melhor-projeto-esportivo-de-responsabilidade-social-do-brasil-152087.html

(Esse link teve pouco mais de 500 acessos, o que não é nada, mas que foi usado pela imprensa nacional e internacional, que se pautaram com um pouquinho mais de profundidade sobre o assunto, que- nas palavras deles- não teve a devida cobertuda da imprensa piauiense).

Apesar da matéria ser minha, não quero passar certa petulância em dizer isso, muito pelo contrário, só senti tristeza quando soube.

domingo, dezembro 11

Você conhece a TPMM ?



Você conhece a TPMM? É uma das muitas doenças da modernidade, também conhecida como Tensão Pré-Mulher Moderna e atinge, principalmente, aos homens estagnados no desejo de ainda conhecerem e terem consigo certas Amélias, que tenho por mim, que nem são mais fabricadas, espero.



O ideal para que entendamos as convicções do outro, é nos colocando em sua situação, para tentar analisar um fato a partir do que o outro pensa. E assim cheguei à conclusão que essa doença, talvez até uma pandemia, sem exageros, seria facilmente evitada com uma posologia básica de doses de noção e maturidade.


Por isso deve ser difícil para as mulheres entenderem por que certos homens (não vou generalizar, mas a vontade existe), sentem-se receosos de conhecerem mais a fundo as mulheres modernas, que causam um misto de fascínio e tensão logo no primeiro contato. 


Uma mulher com certa bagagem de argumentos, por isso não apática, daquelas que não andam com seu amado de cabeça baixa aceitando a sentença de resumir-se à sua mediocridade de pensamento. Aquela, que antes de sonhar com seu casamento de contos de fadas e sua inata vocação a maternidade, planeja seu futuro, tem dois empregos, interessa-se pela bolsa de valores e aprende a fazer corretos investimentos. 


Aquela tem em mãos o ideal de sua vida a pequeno, médio e longo prazo, e que nunca se deixou levar pelo passo da vida que se adapta às vontades do marido e à quantidade de filhos para educar. Aquela, que não acha importante saber bordar, passar e cozinhar (isso por capricho mesmo. Mulher moderna gosta do homem que cozinhe pra ela, fazer o quê? Corre e vai fazer um cursinho, ainda ha tempo!). 


Aquela que sai e muito, vive intensamente, conta piada, come o que quer, bebe o que quer, vai pra onde quer, e principalmente, sem a preocupação, vontade ou necessidade de que alguém lhe pague a conta. Aquela que é uma exímia administradora, que sabe otimizar seu tempo até para amar e administrar bem seu relacionamento. E é nesse ponto que a TPMM causa sérios danos aos indivíduos.


Historicamente o homem sente-se a vontade no seu posto de dominador, de quem manuseia as rédeas. Mas em um relacionamento com uma mulher moderna, ela vai querer uma das cordas da rédea e acertar o passo junto. O problema? Compartilhar as rédeas! Assim como, por exemplo, com a Dengue, a febre alta é o principal sintoma, com a TPMM a febre é dificuldade dos homens de compartilhar algumas coisas. Esses modelos ultrapassados (de homens) são os vírus portadores e agentes da doença.


Mas pesquisadores do mundo todo alertam para ambas as partes que existe a cura. São apenas duas doses: uma de paciência, para elas, e uma de boa vontade, para eles. O repouso também é indicado para aqueles que já estão apaixonados por uma mulher moderna e nesse momento estão com uma febre altíssima. O melhor a fazer nesse caso é encostar-se ao seu travesseiro e confidenciar a ele sobre a mulher maravilhosa que encontrou.


A esperança é de que o vírus seja destruído quando os portadores da TPMM se derem conta de que por medo, estão perdendo mulheres incríveis. Não é porque a mulher moderna não se deixa levar por aparências, às vezes é fria nas suas decisões e intolerantes com alguns, que ela, a exímia administradora, não tenha deixado um (bom) espaço no seu coração para amar... Amar apenas os curados da TPMM, diga-se de passagem.

"Mais vale chegar atrasado nesse mundo, que adiantado no outro". (MF)

quarta-feira, novembro 16

O ciclo falho do futebol brasileiro



Como acontecem todos os anos, o encerramento do Campeonato Brasileiro sempre gera muitas polêmicas, fundamentadas basicamente em duas palavras: Ética (ou a falta dela) e Rivalidade.

Os times apontados para serem campeões esbarram nessa temática, por abdicarem do valor principal do esporte. Valor esse é que buscar, dentro da ética do grupo, alcançar a vitória valendo-se apenas do MERECIMENTO vindo através da dedicação e das superações dentro da competição.

Mas há muito o esporte “agregou” outros valores de importância para que clubes ganhem o tão almejado título. E como em todo o mundo, mais escancaradamente no Brasil, somaram-se valores sujos. Os meios que são usados pra justificar os fins já não importam mais.

Falando mais sobre esse período, digo que é impossível ser imparcial, e como esse é meu primeiro post acho importante deixar isso claro pra vocês. Tenho meu time de coração e defenderei, mas nunca fanaticamente, em breve vcs perceberão isso.

Não vamos muito longe, a retrospectiva vai ser curtinha só pra explanar bem o assunto. Em 2005, foi talvez o maior escândalo, quando “descobriram” a “máfia do apito” com o filho da mãe do Edilson Pereira, que com coincidentemente ou NÃO, as anulações das partidas apitadas por ele, beneficiou o Corinthians, que se não me engano vinha perdendo todos os clássicos, e acabou levando o título por BENEFICIAMENTO.

A final de 2008 entre São Paulo e Goiás teve o escândalo (tudo no Brasil tem nome de escândalo, mas essa palavra me incomoda pq aqui parece ser sinônimo de frivolidade, enfim) do suborno do árbitro, cujo nome é Wagner Tardelli, mas conhecido como outro filho da mãe o qual tentaram subornar com o ingresso do show da Madona em troca do “roubo do título”, os bambis levaram a taça em nome da falta de ESCLARECIMENTO.

Ano passado foi talvez o que mais a pergunta que sempre gera a polemica foi usada: “Entrega ou não entrega”? Quem viveu viu a gambazada “abrindo as pernas” pro campeão brasileiro de 2009, atualmente quase rebaixado.

Faltando apenas quatro rodadas para final do BR10 a pergunta mais feita é: E o Palmeiras vai entregar pro fluminense, para que seu maior rival não seja beneficiado com o fracasso dos cariocas?

Ano passado fomos “nos” palmeirenses, e todos os brasileiros que tinham seu time fora do G4 que se perguntava se era válido ou não o Corinthians ter entregado o jogo para o flamengo. Pergunta-se o mesmo esse ano, a diferença é: Agir fora da ética ‘esportiva’ desta vez não beneficiará a dita segunda maior torcida do Brasil, a imprensa gambá...

O questionamento, infelizmente, não é se isso é certo ou errado e se temos que “jogar as cartas” e decidir quando essa sujeira deva acabar. O questionamento não é pra favorecer o futebol nacional, não é para se trabalhar a decência da arbitragem e das equipes. Apenas é por interesse INDIVIDUAL.

Esse ano é uma equipe, 2011 será o mesmo filme, apenas com o personagem diferente. Não se cria perspectivas pra termos um futebol mais limpo. Enquanto isso, não julgo o Flamengo, nem o São Paulo, nem o Palmeiras nem o Asa de Arapiraca. 


Se não se ganha título aqui por merecimento, cabe cada um “dá seus pulos” e claro e evidente, NUNCA absolutamente NUNCA, a favor de seu rival.

sábado, novembro 5

E chega o momento de Repensar


Mexendo nos arquivos do blog do Ricardo Setti vi algumas campanhas publicitárias de outros países feitas para combater o crescente aumento de mortes por acidentes de trânsito nesses locais.

Coincidentemente no dia seguinte saiu essa notícia http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/998748-transito-mata-mais-de-40-mil-e-bate-recorde.shtml essa triste estatística do nosso país... E pronto! Fez-se essa inquietação. Estou a dias pensando, querendo trocar com outras pessoas minha opinião, querendo ouvi-las, pra ver se pelo menos minha angustia diminui.

Fiz uma experiência no meu facebook, postei o vídeo de uma das campanhas e fiz um microtexto um tanto quanto chato, isso foi numa sexta-feira à noite, dia mais típico para as pessoas misturarem álcool com direção, impossível. Eis que tive uma resposta até então inesperada: ninguém curtiu, e uma pessoa compartilhou num universo de quase mil.

Pronto, fez-se mais inquietação...

Conclui que a verdade é que ninguém gosta de um dedo na ferida, nem que este seja para curá-la. Ninguém quer uma pessoa dizendo e apontando o quanto você é ou está sendo irresponsável por beber e dirigir. Ninguém quer ver a carnificina da sua própria atitude...

Coincidentemente, no dia seguinte, tive uma aula sobre telenovelas, e não pude deixar de dar minha opinião, muito mais esperançosa que útil, mas fui repreendida brevemente pela professora. Disse apenas, que dentro daquela discussão de novela ser o retrato da vida, um desses retratos é mostrado bem longe da realidade.

Pergunto-me por que ainda as telenovelas tratam o acidente no trânsito como algo advindo de uma discussão de família, de um trauma, mas nunca como uma atitude sem nenhum condicionante anterior. Por que não mostrar nos retratos de nossas vidas cotidianamente nos entretendo, o fato como ele é? Claro que a resposta eu já imaginava e minha professora fez questão de reiterá-la: não é de interesse do público, a novela, apesar de ser retrato da vida, continua sendo entretenimento, e entretenimento busca apenas agradar o publico.

Mas fui mais longe, e quis saber se... Se chegará o dia que as pessoas não se incomodarão com uma cena de uma pobre menina rica que causou um acidente, mas ficou apenas tetraplégica e ainda constituiu uma família e teve um final feliz... Pergunto-me se as pessoas não vão um dia se questionar: ei, mas, espera ai, não é assim que acontece, meu filho, irmão, marido, mãe sofreram um acidente e morreram, e mataram e duas famílias foram destruídas...

Não me sinto radical em dizer isso, muito menos ‘revolts’. Só acho, pra concluir, que, sabe quando você teve que endurecer com seu filho desobediente para andar na linha? Pois é assim que eu acho que esse assunto deve ser tratado.

Não adianta pensarmos na solução pra isso partindo de baixo pra cima, achando que o sistema vai melhorar, pode até acontecer, mas não com a urgência que precisamos. Temos que usar a mídia, os canais de áudio-visual, para chocar, chocar e chocar. Causar sentimentos que beirem sempre o arrependimento, a lembrança, e principalmente o tormento, pra que as pessoas sintam um constrangimento necessário antes de praticar tal ato.

quarta-feira, julho 6

Alguns minutos de atenção, por favor?


" Calo-me, espero, decifro. As coisas talvez melhorem. São tão fortes as coisas! Mas eu não sou as coisas e me revolto" DRUMMOND

Ver e conviver com os mais variados problemas sociais fica bem distante de senti-los. Há mais ou menos um mês as vidas de duas crianças estão mexendo com as emoções de algumas pessoas que moram próximas a mim. Só tive contato com essa história através de alguns relatos pessoais que me contaram e que vou passá-los pra vocês.

A primeira pessoa que me abordou perguntando se eu já os tinha visto foi minha cunhada.

- Náyra, quando você voltou da autoescola viu aquelas duas crianças sentadas em frente ao teatro?
- Não vi.
- Ah, elas devem ter saído pouco antes de você passar por lá.

(Era 14h, e a calçada desse teatro se resume a um meio-fio com uma avenida movimentadíssima e muito perigosa).

Fiquei curiosa e resolvi saber mais.

- Mas o que tem essas crianças Rebecca?

- São dois meninos, um de seis e outro de quatro anos, o mais velho estava de cabeça baixa chorando e outro tava puxando uma latinha com uma corda, que ele me disse ser o seu carrinho. Perguntei por que ele estava triste, e ele só respondeu: - “To com fome e meu irmão também”. Trouxe eles aqui em casa dei água e o almoço pra eles... estavam sem comer desde o dia anterior.

Confesso que achei tocante, mas no vai-e-vem da correria passou longe de me emocionar. Mas quis saber da história deles; por que eles estavam nessa situação. E numa reunião de família no almoço de domingo voltou-se a falar deles, dessa vez foi minha mãe:

- Ontem o mais velho carregava um carro-de-mão maior que ele, tinha uns 40 kg, cheio de entulho pra vender. Perguntei onde estava o pai deles e um respondeu que ele estava preso. E pela mãe, o outro disse “Ela é drogada”.

Ai me interessei mesmo, quis saber por que eles apareceram aqui no bairro, o que estava acontecendo, e o papai me explicou:

- Esses meninos são obrigados a pagar o aluguel da casa que moram, pois a mãe gasta tudo com crack, por isso eles passam o dia catando e vendendo entulho, mas com o dinheiro eles não podem comprar uma água. Agora está todo mundo ajudando, um dia eu dou o almoço, no outro a vizinha, no outro a dona Maria do Bar, porque pelos menos assim a gente ajuda um pouco e não vemos mais eles chorarem.

Escutei tudo, mas o fato era: nunca tinha visto essas crianças, e também não fui atrás, até por que passo o dia fora de casa. Agora estou de férias, e no meu primeiro dia de diversão dei uma pequena volta no bairro pra "pegar" o sol e ver gente, pois férias mofadas é o fim.

Logo de cara vi esses dois pequenos, na verdade tentei ver, pois o primeiro ia escondido atrás do tal carro-de-mão e o outro zanzando pela rua de um lado pro outro, desviando dos carros e catando o que encontrava. Fiquei paralisada com cena, pois a história deles me veio de imediato e eu só conseguia pensar na distoância que estava na frente dos meus olhos: crianças com suas infâncias roubadas, trabalhando para o sustento do vício da mãe e pelos erros do pai, em frente a um campo de futebol, no horário que as crianças "normais" estavam todas jogando bola. 

Vi o pequeno parando um pouco e olhando alguns dribles que daquele anglo dava pra ver. Depois ele seguiu e eu continuei paralisada, percebendo que há poucos metros deles também tinha uma escola, uma biblioteca comunitária, muito boa por sinal, um teatro, um clube. Tudo extremamente palpável, pois tudo está na mesma região, coisa de 20 a 50 metros que separam, e todos os locais são para crianças carentes como eles, mas que eles não podem desfrutar porque eles tem o dever de estar sustentando uma casa, mas não podem resolver a vida sozinhos, e nem estão em condições de escolherem nada.

Voltei pra casa. Essa cena que ficou fotografada durou uns seis minutos, mas o impacto dela dura até agora, e vai permanecer, pois eu senti a realidade deles, e sinto mais ainda não poder fazer nada, e sinto mais ainda porque quem pode fazer algo trata os problemas sociais através de gráficos, cálculos de orçamento, e toda uma estratégia mecanizada que não permite vê-los com o sentimento.

"A parte mais importante do progresso é o desejo de progredir." (Sêneca)

O Tormento de ter 20 anos


Fazendo jus ao título do blog, vou falar da minha angustia de ter vinte anos, pois esta é a idade em que você deseja acelerar certas coisas e em contrapartida necessita urgentemente que algumas outras voltem no tempo.

Ter vinte anos é estar na faculdade, nem longe nem perto de concluí-la. É querer um bom emprego, com um salário que passe longe do que recebe como estagiário. É não querer estagiar para ter mais tempo de se qualificar. É estagiar pra ter a urgente experiência profissional. É querer ter seu dinheiro pra comprar seu desodorante e o ingresso da balada, quando na verdade, não tem grana nem pra comprar o livro que seu escritor favorito lançou, e o pior de tudo: com vinte anos você quer comprar seu apê, seu carro, ter uma conta no banco e conhecer o mundo.

(Ainda to tentando descobrir se meu problema é ter vinte anos ou ser classe C...)

E, no entanto, com essa vontade de pular fases e se vê com a estabilidade que você (sonha) ter aos 40, tem-se ainda a agonia das responsabilidades caindo na sua cabeça, e ai você começa a sentir saudade de quando sua maior preocupação era que guloseima sua mãe ia trazer do supermercado.

Você quer voltar no tempo em que sua mãe lhe dava o desodorante, inclusive o shampoo e o condicionador. Você quer, por mais que seja bom com vinte anos, voltar na fase do relacionamento com o carinha que estava contigo porque você tinha um papo legal e não apenas por ter um belo par de coxas.

Tempo bom aquele que você ia pra casa almoçar a deliciosa comida de sua mãe, algo que depois você passa achar tão delicioso como ter o tempo para poder vê-la.

Outro detalhe é que, com vinte anos, parece haver um pacto do universo com a intensificação da força gravitacional, e você vê a olhos nus tudo caindo e ficando feio, e não é só em você, mas com todos os seus amigos de 20 anos.

Com essa idade avançada você já recusa vê seus ídolos, por que já faz pelo menos dez anos que eles morreram e isso é informação demais pra sua cabeça.

- Outro dia vi a minha primeira paixão do colégio, me senti além de precoce, uma velha, pois essa paixonite aconteceu há 10 anos e ele já têm filhos, está gordo – Horrível!

Meus 20 anos já estão acabando e da pra listar uma série de coisas que... A primeira é que, porra, realizei meu maior sonho de cinco anos atrás que era ter vinte anos. (Mal sabia eu...). Das outras coisas: Amo mais (e mais) o jornalismo, inclusive já gosto mais dos meus colegas de turma. rs

Aprendi a dirigir. Estou aprendendo inglês. Encantei-me com o universo da pesquisa, mas confesso que nasci pra algo mais animadinho. Tive minha primeira experiência profissional. Gosto dos meus vícios, facebook e twitter, os únicos por sinal, e agradeço a Deus por isso, sério mesmo.

Pensei em perdoar. Compreendi que a auto-analise e a auto-critica são tão importantes quanto a boa moral e conduta correta.

Aprendi que todo mundo quer um púlpito da vida para falar mal dos erros alheios e um fone de ouvido com sua música no volume máximo na hora de ouvir as críticas.

Aprendi, e aprendi mesmo, que não posso mudar meus valores pelo o quê as pessoas acham que farão bem. Não me escondo atrás de pequenas e grandes mentiras para defender parente e aderente, e talvez por isso a insatisfação de algumas pessoas. Mas isso não é um rancoroso “Vocês vão ter que me engolir!”, não é! #minto

Aprendi que família a gente escolhe. Que minha mãe me ama e por isso não quero ter filhos... e outras coisas que não foram muitas.

Ah, com 20 anos completou-se dez que conheci uma das pessoas mais especiais e que me ensinou muita coisa (só estou dizendo isso pra no final vocês não falarem que eu não citei o amor no meio disso tudo).

Mas o meio-termo dessa confusão toda é que, com 20 anos, você quer viver a inércia da idade em relação às baladas, à pegação, a juventude de espírito, do corpo, da pele. Da sensação de que ainda não fez nada demais e que ainda tem muito a aprender.

O problema é que, como 20 anos, essa inércia só dar certo com o dinheiro da estabilidade dos 40 que você quer acelerar... Vixe!Vixe!Vixe! Bagunçou tudo de novo. E pra lascar mais, com 20 vinte anos você quer viver o tal namoro sério que você passou a vida fugindo mais que a mulher maravilha!

Mas é bom ter vinte anos...

É melhor que a insegurança dos 18, de quando ainda não tinha passado no vestibular. Morre quem disser que estou mentindo!

O principal que acho dessa idade é que ela é justamente na fase que você vive dois anos em um. É maravilhoso viver por semestre, pois você tem a chance de modificar todos os erros no mesmo ano. Dividir o ano em dois não é multiplicar por dois a angustia de ter 20 anos (Ufa!).

Dos 12 meses dos meus vinte anos ficam só as coisas boas, que misturadas com um bom drink dão ótimas histórias. E eu só agradeço a quase todos que fizeram parte. E peço desculpas aos que ainda não matei :) #zuando

-Desce mais uma garçom, que chegou mais gente na mesa! Temos assunto pra mais de dia agora...