Esse texto é a primeira e até então a única matéria “especial”
que já escrevi. #OWWaindaCABAÇArelevemEraem2011Escreviaerradoprapo** O contexto era a semana da entrega dos prêmios do COB aos
melhores do esporte em 2011, e o Piauí estava novamente no meio. Resolvi
aprofundar mais no que, até então, se falava pouco e superficialmente. Tipo “O
Badminton virou febre no Piauí. Ah, que bacana!”, e nada mais.
Esse texto não tem nem um ano, e de lá pra cá muita
coisa mudou. O coordenador desse projeto premiado, hoje é o Presidente da CBBd.
Daquela lista de atletas ‘promessas’ já estão os melhores do país nas suas
categorias. Os “melhores profissionais” da Febapi estão comandando as seleções
que representam o país.
Não é pouco!
O esporte que mais cresce e promete no Piauí é esse. Postei o especial porque acho massa que conheçam mais a fundo sobre esse projeto que ainda vai levar o Piauí a patamares de pódio *olímpico*. #EUACREDITO
Não é pouco!
O esporte que mais cresce e promete no Piauí é esse. Postei o especial porque acho massa que conheçam mais a fundo sobre esse projeto que ainda vai levar o Piauí a patamares de pódio *olímpico*. #EUACREDITO
(Náyra Macêdo para o portal Meionorte.com) 15-12-2011 10:10
Badminton do Piauí eleito como melhor projeto de responsabilidade social do Brasil
Um esporte pouco conhecido que
disputou e superou mais de 50 modalidades esportivas
O
Badminton chegou ao Piauí há um pouco mais de seis anos, a partir de uma ideia
visionária de um ex-atleta que carrega consigo a frustração de não ter sido um
competidor olímpico. Em 2005, Francisco Ferraz saiu do Paraná com o objetivo de
implantar o esporte no estado, e trouxe na bagagem uma série de preconceitos e
descrenças que teve de enfrentar.
No primeiro momento, a intenção era massificar o esporte
para torná-lo conhecido contando apenas com o apoio do governo do estado. Em
poucos anos, foi possível perceber a força desse grande projeto com engajamento
social, que logo mostrou a que veio. Hoje, o projeto atende a 18 núcleos que
estão implantados em toda grande Teresina, encontrados nas fundações Nossa
Senhora da Paz e Valter Alencar, nas escolas Joca Vieira, Eurípedes de Aguiar,
IFPI, Escolão do Mocambinho e nos bairros Parque Piauí, Santo Afonso, Esplanada
e no Monte Castelo. Contemplam também as cidades do interior, como Luzilândia,
Madeira, Piracuruca, e em 2012 se estenderá ao município de Parnaíba, onde
atuará junto com o projeto SESI- Atleta do Futuro, que será ramificado para
outras localidades do estado.
Ascensão do esporte
No ano de 2010, a Federação de Badminton Piauiense
realizou o primeiro Campeonato Sul-Americano de Badminton em Teresina, onde foi
possível que a população tomasse contato com esse novo esporte, que teve
transmissão ao vivo durante toda a competição.
Nos
últimos anos alguns atletas como a Thainara Silva, Vinicius Evangelistas,
Andreza Miranda e Ismael Silva, foram responsáveis pela inserção do esporte no
cenário nacional e até internacional.
O brilho de uma película
O coordenador do projeto, Francisco Ferraz compara o
Badminton a uma película, onde no começo tudo é muito simples, reduzido.
Considera que hoje o esporte é um "curta-metragem", que tem impacto, e que exigiu
para ser o que é: mais maturidade, formação, os melhores atores e os melhores
profissionais. Algo que ele acreditava desde o começo que aconteceria.
O reconhecimento do COB
As
finais dos Jogos Escolares 2011, que aconteceram em outubro deste ano foram
responsáveis pela homenagem honrosa que o esporte receberá dia 19 de dezembro,
no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A participação de piauienses em todos
os pódios da competição atraiu o interesse do Comitê para saber de onde eles
eram, e onde treinavam.
E assim, sigilosamente, o comitê esteve no final do ano analisando o projeto, visitando os núcleos, até concluir ontem, que a merecida homenagem do Comitê Olímpico Internacional viria para o projeto de responsabilidade social do badminton piauiense.
O Piauí toma conta do cenário
Honrosamente, o Piauí ocupa pela segunda vez o cenário
das premiações do COB. Em 2009, a eleição do Melhor Atleta do Ano contou a
participação da Sarah Menezes, do judô, que trouxe o troféu para o estado. E em
2011 o Piauí destaca-se novamente, agora com melhor projeto de responsabilidade
social, disputado com outro como Rexona Ades, Vale, entre outros.
E isso é uma prova de que o estado é uma terra fértil e
que só tende a crescer quando o assunto é esporte. Para Ferraz, o Badminton
conseguiu crescer 12 anos em seis, e que esta homenagem é uma consagração de um
trabalho que acreditou desde o início.
A receita que deu certo
E chega o momento de todos se perguntarem porque, em tão
pouco tempo, o badminton, com apenas seis anos no estado, conseguiu chegar ao
patamar que outras federações passaram mais de 20 anos para alcançar, como a de
judô que revelou há pouco tempo a primeira atleta olímpica do estado.
A
receita do coordenador do projeto foi tentar fazer com que o atleta chegasse aonde
ele não chegou, e isso de maneira que atendesse às necessidades de todos os
envolvidos e não apenas os interesses pessoais. Para ele, o Piauí tem gente de
conteúdo para ser campeão mundial, e que o esporte piauiense poderia está a dez
anos do que é hoje.
Uma base que vale ouro
Os nomes que se destacaram nos últimos anos saíram do
projeto que é focado na base. Atletas como o Lucas Alves, que está desde o
começo, hoje tem pretensões olímpicas. O projeto é voltado para atletas
de até 12 anos de idade, e o coordenador explica a importância de se investir
nele.
“As crianças nessa faixa aprendem a amar, a gostar do esporte novo, e isso possibilita que elas não venham a desistir lá na frente.Dois a cada dez atletas permanecem no esporte depois de certo tempo, e a intenção é que pelo menos nove, dos 18 que estão treinando atualmente, fiquem até a categoria Sub-19 de alto rendimento".
“As crianças nessa faixa aprendem a amar, a gostar do esporte novo, e isso possibilita que elas não venham a desistir lá na frente.Dois a cada dez atletas permanecem no esporte depois de certo tempo, e a intenção é que pelo menos nove, dos 18 que estão treinando atualmente, fiquem até a categoria Sub-19 de alto rendimento".
Ferraz
antecipa alguns nomes e destaca as características de cada um, considerando que
em um futuro breve poucos atletas no Brasil os baterão:
Fabrício Farias, 11 anos- Tem paixão pelo esporte, é perseverante, e tem dificuldade em perder;
Sâmia Lima, 11 anos- Muito dedicada;
Juliana Viana, 7anos- Talento inato, já nasceu para o esporte, é empenhada e não suporta perder;
Sânia Lima, 9 anos- Tem muito talento.
Fabrício Farias, 11 anos- Tem paixão pelo esporte, é perseverante, e tem dificuldade em perder;
Sâmia Lima, 11 anos- Muito dedicada;
Juliana Viana, 7anos- Talento inato, já nasceu para o esporte, é empenhada e não suporta perder;
Sânia Lima, 9 anos- Tem muito talento.
A procura da mão certa
O esporte é o principal foco de investimentos no mundo, e
no Brasil, as próximas competições internacionais atenuou o processo. Não
falta exemplo de que no Piauí o esporte também dá certo. O que falta, dentre
outras coisas, é uma secretária com maior desenvolvimento esportivo.
No Piauí não era pra existir somente um Lauro Filho, uma Sarah, um Lucas Alves, um Rômulo. Era pra ter muito mais atletas no cenário nacional.
No Piauí não era pra existir somente um Lauro Filho, uma Sarah, um Lucas Alves, um Rômulo. Era pra ter muito mais atletas no cenário nacional.
A
falta de gestão, dificuldades de gerenciamentos, falta de fontes de
investimentos, pouca formulação de projetos, a frágil confiabilidade no
esporte, o pouco incentivo das escolas particulares e do poder público, são um
dos muitos fatores que geram a errônea descrença total no esporte piauiense.

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