
Pra quem não sabe, sou ex-atleta, e comecei a jogar no Verdão em 2000. Parei de jogar lá quando todas as atividades esportivas foram praticamente extintas por falta de estrutura adequada. Em 2006 joguei meu último campeonato lá, foi lindo, na verdade, qualquer jogo no verdão emociona, até uma pelada, não sei dizer por que, mas conheço muita gente que sente o mesmo. Só fui retornar ao Verdão cinco anos depois pra fazer esse trabalho acadêmico,que vcs vão já ler e o fiz numa manhã toda engolindo o choro. Minhas colegas de quadra estavam lá e choraram, meus ex-treinadores choraram, presidentes de federações choraram, e muitos ex-atletas choraram.
Náyra Macêdo
Esporte gera recursos para o Estado do Piauí
Verbas visam investimentos em atletas para as Olimpíadas de 2016
Novos projetos para o desenvolvimento do esporte de base no Piauí estão sendo apresentados. O pioneiro é a primeira edição da “Olimpiauí’’, competição destinada à modalidades como o judô, tênis, vôlei, futsal, atletismo, entre outras, que contou com a participação de 2.000 atletas esse ano.
Essa iniciativa tem por objetivo formar atletas competitivos para a Olimpíada de 2016, que acontecerá no Brasil. Por ser a principal competição do mundo, com atletas de alto nível, essa busca por potencias aqui começa na hora certa. Por isso, o Piauí é considerado exemplo aos demais estados em relação ao apoio ao esporte de base.
Para acontecer essa competição não foi fácil. Falta na capital centro de treinamentos; Às equipes faltam materiais para competição, entre outros obstáculos. Graças à parceria da TV Cidade Verde com a iniciativa privada, e a organização das federações desportivas, foi possível a reforma do principal ginásio poliesportivo da capital, o “Verdão”, local que no passado foi palco de grandes apresentações esportivas e culturais.
Os investimentos no “Verdão” feitos para esse evento, segundo José Gomes, secretário de esportes do Estado, foi apenas o começo do muito que estar por vir. “Há projetos de capitalização de recursos que estão no ministério dos esportes e no BNDES, que irão equipar o ginásio com acústicas e quadras removíveis. O primeiro piso também será reformado, melhorando a infra-estrutura para as federações.”
Um exemplo de empresa genuinamente piauiense e que vêm mostrando interesse em apoiar a cultura e o esporte é o Grupo Carvalho. “O Carvalho já vem fazendo uma série de investimento no esporte através da Lei Ruanet. Tudo com o objetivo de, a pequeno prazo, levar o nome do esporte e de atletas piauienses para serem reconhecidos no mundo inteiro”, justifica Luís Botelho, diretor de marketing do grupo.
O Governo do Estado também demonstra preocupação com o futuro desses atletas, garantindo que, até 2016, muitas parcerias serão feitas. “É prioridade do Governo, estamos trabalhando a modernização do esporte no Piauí, na infra-estrutura. Os projetos para o “Verdão” é apenas um passo inicial, uma antecipação de nossa meta. O Governo mais o BNDES irão reformar o “Verdão”, e construir outras praças de esportes por zonas. Há um projeto inicial junto com o Ministro dos Esportes para trabalhar o Campus da Universidade Estadual, e outro na zona sul, no Parque Piauí. Há uma sinalização de que essa parceria vai ser eficaz”, diz Wilson Martins.
O idealizador do projeto “Olimpiauí”, Jesus Tjara, revela quais os objetivos desta iniciativa e que recursos esta e as futuras competições esportivas trarão para o Estado. “O esporte desperta o interesse do grande púbico, o que chama atenção da mídia e dos patrocinadores, o chamado Marketing Esportivo. E esse interesse da iniciativa privada tem gerado recursos necessários para o crescimento do esporte. Então, daqui até 2016 com certeza, no Brasil e no Piauí, a movimentação da economia será voltada para o esporte. A engrenagem começa a girar agora. É preciso que nós do Piauí saibamos apresentar bons projetos, boas idéias, para que tenha a receptividade e a credibilidade junto aos órgãos públicos federais, especialmente do Ministério dos Esportes. Se isso acontecer, com certeza nossa economia movimentará bastante, trazendo mais recursos para o Piauí”, conclui Jesus Tajra.
“Trabalhar o esporte, no geral, tem avaliações positivas. Quando se tem um projeto inicial como esse dando certo, o interesse dos investidores aumenta. Hoje o empresário do Estado ver que há uma organização por trás de tudo, o que é uma garantia do aproveitamento do dinheiro investido”, analisa o organizador do projeto, professor Denis Queiroz. Disse também que outros setores serão afetados com a movimentação do esporte no Piauí nos próximos anos.
Como também treinador da principal equipe de Judô, conhecido por ser o único esporte, hoje no estado, que tem representação olímpica com a atleta Sarah Menezes, aproveitou a oportunidade do evento e trouxe a seletiva Sulamericana de judô, e explica: “A seletiva Sulamericana contou com 464 pessoas inscritas, todas estão em hotéis, é dinheiro circulando, e isso é só uma mostra. Nesses cinco, seis anos, esses investimentos vão atingir desde os ambulantes aos grandes empresários e aos que estão no apoio. ’’
O professor aproveitou para falar sobre a primeira prova concreta que os investimentos serão tão eficazes assim, que é a oportunidade da capital ser sede das Olimpíadas Escolares Brasileiras, em 2012, que por ser uma competição nacional, traz todos os desafios inerentes a ela, e que hoje, um ano antes, sabe-se que a cidade não suportaria um evento de tal porte. “A Olimpíada Escolar é um desafio para a rede hoteleira, por que não temos o suficiente. Então haverá investimentos pra o Estado ter estrutura para receber essas pessoas. Os empresários estão vendo o retorno, de lucro, de mídia, associados à eventos organizados, de sucessos e a algo que é bom como o esporte, isso está atraindo sim muitos investidores”, finaliza Denis.
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